Abreu e Lima reforça tradição musical
Thiago Corrêa
A música instrumental tem espaço reservado esse fim de semana em Abreu e Lima, município da Zona Norte da Região Metropolitana do Recife. É que hoje e amanhã a cidade sedia a segunda edição do festival Abreu e Lima Instrumental. Este ano, a programação do evento conta com dez atrações, entre artistas locais e grupos como o Sagrama e o Treminhão. Os shows acontecem a partir das 19h, em frente ao Fórum Serventuário Antônio Camarotti, que fica na Avenida Duque de Caxias, às margens da BR-101 Norte.
Hoje, além do Sagrama, apresentam-se por lá o baixista Beto Mendes, a Marcos Lira Band, a paraibana Oxent Groove e a Mucambo Big Band. Amanhã, sobem ao palco a Contrabanda, a Treminhão, Nailton Instrumental Band, o Grupo Abreulimense de Choro e a Banda Cristal, formada pela dupla de deficientes visuais Pedro e Danilo. “O festival tem todos os estilos. Queremos mostrar a música instrumental em seus diversos aspectos – choro, clássico, jazz, blues e rock”, explica o idealizador do festival, Gamal Nasser.
Este ano o evento homenageia o maestro Policarpo Lira, ex-professor do Maestro Spok. “Na primeira edição a gente teve um feedback muito legal. Existe a idéia que as pessoas não gostam de música instrumental, mas tinha muita gente que nunca tinha visto um solo de guitarra”, lembra Nasser. Segundo ele, além de abrir espaço para as bandas locais, o evento busca dar respaldo à vocação da cidade na formação de talentos musicais.
O festival também servirá para a criação da Associação Musical de Abreu e Lima, que tem reunião marcada no dia 6 de setembro. “É mais que necessário para fortalecer a categoria. Hoje, existem cerca de 300 profissionais, mas estão todos espalhados. Essa é uma forma para que os músicos sejam oficializados”, conta o produtor. Entre as bandeiras do grupo estão a criação de um calendário de eventos, o cadastramento dos músicos de Abreu e Lima, a inclusão de bandas locais nos eventos municipais e a criação de uma escola musical.