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28
Mar
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Cobertura: Lula Queiroga [26.03.2009]

Lula Queiroga doma nervosismo de
estreia e já fica de olho no mundo

Thiago Corrêa

O primeiro show de uma turnê é sempre um teste. Por mais experiente que seja o artista, esse momento inicial é permeado pela insegurança de revelar, em cima de um palco, para um bando de desconhecidos, algo que foi criado no âmago da intimidade. Embora tenha sofrido com o nervosismo de estreia, a apresentação de Lula Queiroga no lançamento do disco “Tem juízo mas não usa”, quinta-feira no Teatro da UFPE, passou por média e deu sinais de que o espetáculo está no caminho certo.

O show começou com um Lula Queiroga enrijecido no palco, ainda em processo de conquistar confiança. Sua voz perdida, ficou em segundo plano, ofuscada pelo poder do som dos instrumentos durante as três primeiras, todas do novo álbum – “Altos e baixos”, “Você não disse” e o novo hit “Manga, Graviola, Hortelã”, na qual o cantor já ameaçava se soltar. Após tocar “Eu no futuro”, faixa de “Aboiando a vaca mecânica”, a apresentação entrou num estágio mais intimista com uma série de quatro músicas lentas.

Nessa parte, iniciada por “Noite Severina”, a participação do violão de Vinícius Sarmento deu um especial na melancolia do samba “A telefonista na floresta predial”. Depois da pausa, para se tomar fôlego, o show voltou a retomar vigor com “Pobretown”, engrenando de vez com “Atirador”, que teve a desenvoltura de Ortinho, e culminou com dois dos maiores sucessos de Lula Queiroga – “Roupa no varal” e “2 olhos negros”.

Mas o ápice mesmo, veio com o medley “Geusa” e “Ah, se eu vou”, onde as participações do carisma de Silvério Pessoa e a delicadeza do som de Zé da Flauta se mostraram imprescindíveis. Parecendo já estar sem o peso da estreia, Lula Queiroga encerrou o show com “Discovery”, cuja letra fala em “Viajar o mundo inteiro pra ver / Pra ver como o mundo é grande”, numa alusão a expectativa em mostrar o novo trabalho a outros públicos.

26
Mar
09

Agenda: O guerrilheiro Lula Queiroga

O guerrilheiro Lula Queiroga
Thiago Corrêa

Quando o jovem Luca posou para a foto que ilustra a capa de “Tem Juízo Mas Não Usa”, novo disco de Lula Queiroga, ele ainda era um bebê. Um ano e meio depois, Luca, um garoto agora, já não mais se reconhece como protagonista visual do álbum que será lançado hoje a noite, no Teatro da UFPE, às 21h. Pronto desde o ano passado, o lançamento do terceiro trabalho solo de Lula Queiroga foi atropelado pela crise econômica mundial e acabou tendo que partir para um esquema de guerrilha.

Com uma estratégia de divulgação não-convencional, baseada em ferramentas da internet como blog, Orkut, MySpace, YouTube e Twitter; o músico pernambucano está apostando na interatividade com o público para fazer circular sua música e encher o Teatro da UFPE. No palco – além dos convidados ilustres como Silvério Pessoa, Ortinho, maestro Spok e Lulu Oliveira -, também será possível ver rostos de fãs que enviaram fotos para compor o painel do show.

“É para excitar a brincadeira, o interessante é que o nível das fotos foi aumentando. Só ontem (terça) recebemos 70, já temos 500 e outras 500 para publicar. E vem foto de tudo o que é lugar, recebemos material de três países da Oceania”, diverte-se Lula Queiroga. Embora seja o lançamento do “Tem Juízo Mas Não Usa”, apenas nove das 14 faixas serão tocadas no show de hoje.

A apresentação também contará com canções dos discos anteriores – “Aboiando a Vaca Mecância” (2001) e “Azul Invisível Vermelho” (2004). “Esse primeiro momento é sempre interessante, porque é o teste do repertório, onde a gente vê as coisas acontecerem. Vamos tocar músicas dos três discos, porque as pessoas sempre pedem mesmo”, explica o músico pernambucano.

Serviço
Lula Queiroga, show de lançamento de “Tem Juízo Mas Não Usa”
Teatro da UFPE
Hoje, 21h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia)
Vendas: Passa Disco (Parnamirim) e na bilheteria do teatro
Informações: 3207.5757